I AM EVIL - UOL Blog
Lendo: Three Soldiers, de John dos Passos
Acabei: Collapse, de Jared Diamond

Viagens

 
 

Normandia

Fotos da viagem já disponiveis. Nada de muito a dizer, a nao ser que o Mont Saint Michel é inacreditável.

 
 

Destino A Revelar

         A canícula atacou hoje em Paris. Calor tropical em uma cidade abafada. Como estou de férias, passei parte da tarde no Jardim de Luxemburgo, na sombra, vendo o povo passar. Agradável. Ainda assim, a caminhada até o metrô já fez perder todo o frescor acumulado.

         Mas amanhã viajamos para lugares mais frescos. Certamente não blogarei, dificilmente tuitarei.

 
 

Relatório de Viagem

         Tanta coisa para escrever sobre a viagem! Mais não farei um post interminável. Foi muito bom passear por Loire e Champagne.

         Alugamos um carro e com um casal de amigos passamos por Chartres e depois pousamos em Angers. Daí passamos as noites em Chinon, Langeais, Blois e Reims. Vimos muitos castelos e bebemos muito champagne e comemos bem.

         Pontos a destacar? Os jardins do Castelo de Vilandry são lindos, come-se bem e bebe-se melhor.

         Frida entrou em um castelo e em uma cave de champagne. Aliás, o melhor programa foi esquecer as grandes casas e visitar as pequenas independentes. Compramos champagne maravilhoso por preço bem baixo. Recomendo.

         De resto, eu sei que a Mariana vai escrever melhor do que eu sobre a viagem.

 
 

Voltei

         Tenho que escrever algo sobre a viagem, não é mesmo? Mas voltei direto para uma pilha hiperdimensional de trabalho acumulado e reuniões intermináveis. E agora, estou sem saco. Não vai rolar. Voltem amanhã, que hoje tem, mas acabou.

         Mas botei umas fotinhas no Picasa, tem até legendinha.

 
 

Partindo

Segunda-feira, partimos para uma viagem pelo interior da França. Vai ser difícil blogar, com a ressaca do vinho e tal. Estarei twittando na medida do possível.

Para que vocês não se sintam muito abandonados, fotinha fofa da Frida, para o povo fazer “aaaaaaahhhhh”.

 
 

Holanda

            Feriado na sexta e fizemos uma viagem rápida de fim de semana longo. Não deu para planejar com antecedência (era para estarmos no México, lembram?), mas acabou sendo muito legal visitarmos um grande amigo que mora em Haia.

            O país todo é muito agradável. Ficamos em Haia e visitamos Amsterdã e Utrecht. Saímos com excelente impressão dos holandeses, fascinados com a beleza das paisagens e intimidados com a altura dos locais. Rápido, não deu para fazer tudo que gostaríamos, mas foi bom. Ah, e não fomos a nenhum coffeeshop que eu já saí da faculdade faz tempo.

            Fotinhas selecionadas aqui.

 
 

Portugal 2009

         Foi idéia da Carol a viagem para Lisboa. Eu estava planejando uns dias na Normandia. Na minha lista de países prioritários para viagens perto daqui, Portugal estava em qualquer lugar depois do vigésimo (após a Romênia, eu acho).

         Mas depois que eu parei para pensar no assunto, lembrei-me de um excelente motivo para viajar para Portugal:

 

         Não gostei tanto de Lisboa, muito suja e cheia de pichações. A maior parte do tempo parecia que eu estava andando pelo centro do Rio ou por alguma cidade do Nordeste. Nada de errado com isso, o centro do Rio é um dos meus lugares prediletos na face da Terra. Mas metade do meu prazer de viajar é encontrar o exótico. Até a língua é quase igual à nossa!

         Ainda assim, Sintra é muito bonita e vale viajar de trem para passar o dia por lá. Recomendo pegar o ônibus que leva ao Palácio da Pena e ao Castelo dos Mouros.

Em Lisboa, andar pela cidade é divertido e, para quem vive em Paris, os preços são obscenamente baixos. A Praça do Dom Pedro IV (nosso Pedro I) é bonita. O melhor de Lisboa, porém, é Belém. A Torre de Belém é um espetáculo e ver o Tejo de pertinho é muito legal. E o calorzinho entre quinze e vinte graus foi um presente depois desse inverno interminável de Paris.

         Diverti-me imensamente com os nomes engraçados das ruas e restaurantes. Pena que no Brasil alteramos os nomes tradicionais para satisfazer o ego de algum herdeiro de um deputado ou militar irrelevante.

         E gastei todas as calorias possíveis subindo e descendo milhares de ladeiras íngremes.

(Essa aí se chama "Escadinhas da Saúde". E é realmente preciso.)

         De qualquer forma, se ficou faltando a metade do meu prazer de viajar - encontrar o diferente - a outra metade, comer bem, mereceu nota dez. Em todos os lugares comemos bem, do boteco da esquina vendendo salgadinho ao restaurante com vista para o rio. Bacalhau e porco de todos os jeitos. Lugares apenas suficientemente transadinhos para atrair, mas com comida boa e atendimento simpático de sobra (alguém avisa para os chilenos que é assim que se faz). Menção honrosa particular para o Tulhas, de Sintra, campeão no quesito comida maravilhosa, um dez plus no melhor dia da nossa viagem.

         Mas para mim o que interessam são os doces. Como meu objetivo era estabelecer novos recordes mundiais em consumo de guloseimas sem passar mal, creio que a viagem foi um sucesso. A contabilidade acusa seis pastéis de Belém, quatro travesseiros de Sintra, dois pastéis de Santa Clara, duas trouxinhas de ovos, uma tarte de amêndoas, dois pastéis de natas, e mais uns dois doces de ovos que eu esqueci o nome. Ah, e um sonho. Em cinco dias. Tudo bom, tudo maravilhoso, quase tudo feito com ovos e açúcar.

         Mais fotos e em melhor resolução já estão no Picasa agora que a francesada resolveu trabalhar e recolocar a internet em casa.

E agora é voltar para a realidade fria, escura e sem doces de ovos...

 
 

Fotos

Fotos da viagem no Flickr? Vejam aqui.

 
 

Acabou/se o que era doce

 

            Final de viagem é sempre triste. Passamos o último dia brincando de andar por Colmar e nos mandamos no sábado para Bruxelas. Demos uma passadinha por Luxemburgo, para conhecer um país novo, mas o frio e o avançado da hora não nos deixaram aproveitar muito. Mas deu para ver que a cidade ou país são bonitos e ricos. E, aparentemente, muita gente vai fazer compras por causa dos impostos baixos.

            Depois fomos para Bruxelas, onde o frio estava ainda pior. Passamos menos de 24 horas só para ver uns amigos. E também deu para a Carol beber cerveja e para comprar chocolate belga, então a viagem foi um sucesso. Ainda deu para almoçar em um lugar lindo, com vista para um lago cheio de patos nadando felizes numa água gelada, que a Carol imediatamente apelidou de "patos doidos".

            A viagem de volta foi longa e cansativa, eu detesto dirigir de noite (e a noite aqui começa antes das 5 e meia da tarde), mas chegamos sãos e salvos. Prometo que depois ponho fotos no Flickr. Mas agora eu vou dormir.

 
 

Chegou o Natal. E passou o Natal.

 

            É feriado em toda a Alsácia nos dias 25 e 26 de dezembro. Havíamos planejado esquiar no Lac Blanc dia 25, mas o sono jiboiento pós-ceia de natal gigantesca nos fez ficar aqui em baixo mesmo. Andamos mais por Colmar, onde até os mercados de natal fecharam no dia de natal - em uma dessas contradições do mundo. Descobrimos um restaurante muito gostoso na Place de la Ancienne Adouane, um dos poucos abertos, chamado La Musardière, recomendável para todos que passem por aqui. Fora isso, descansamos e curtimos não ter agenda.

            No dia 26, fomos finalmente até o Lac Blanc, mas acabamos não esquiando. Deixamos os nossos equipamentos de esqui em Paris e os preços de aluguel são muito salgados. Além disso, com o feriado, estava lotado demais e desanimamos. Vimos as redondezas, descemos, abrimos o nosso guia de "villages de charme" e escolhemos uma corrutela, como diria a Carol, entre a estação e Colmar. A selecionada foi uma cidadezinha de 600 habitantes, chamada Niedermorschwihr (diga isso rápido três vezes), provavelmente a maior relação de letras no nome da cidade por habitante existente no mundo. Comemos surpreendentemente bem para uma cidade que é, basicamente, um pequeno núcleo de apoio para vinhedos intermináveis. Mas o post sobre comida deverá vir mais tarde.

            Voltamos, ficamos um tempo no hotel e saímos para ver os mercadinhos de natal pela última vez, já que eles abriam hoje. E fazia frio. Muito frio. Deixamos até a Frida em casa de pena da pobre. Temperaturas negativas, um dia luminoso e ensolarado, mas as mãos geladas dentro das luvas. Mas é sempre lindo andar pela cidade. Mesmo quando passa por nós, no meio da rua, alguém correndo de short e camiseta (já mencionei que fazia frio?) com uma lanterna na cabeça. E depois um segundo, com mais roupa, mas também correndo. E um terceiro. Todos com uma lanterninha na cabeça. Pensei que fosse a procissão dos fantasmas dos trabalhadores de minas de carvão da região, mas era só uma gincana. Quem faz gincana nesse frio? Comemos bobagem de mercadinho de natal (sanduíche de foie gras é comida de mercadinho por aqui), visitamos uma igreja do século XIV e nos despedimos. Amanhã tem mais estrada, mas ainda não voltamos para casa. Novas paradas previstas. Continuem ligados.

 
 

Noite de Natal

 

            Sobre a noite de natal, não há muito que dizer. Comemos em um restaurante típico, cinco pratos (seis contando a cesta de frutas da estação). Incluindo o foie gras que é tradicional nesta época (eu adoro a França nessas horas). Perto do restaurante estava prevista uma missa do galo em uma igreja do século XIII. Estava considerando superar meus preconceitos somente pela igreja, mas no fim mesmo a católica da família não estava suportando o frio abaixo do zero e voltamos. Mas foi uma noite muito bonita, com cara de natal de filme. Só faltou nevar mesmo.

 
 

Subindo o Castelo

             Véspera de natal. Decidimos um roteiro mais leve, que nos permitisse passear um pouco por Colmar antes de escurecer e ver mercados de natal, comprar vinhos brancos alsacianos e conhecer mais a cidade. Fomos de manhã, ainda na onda medieval, ao fabuloso Castelo de Haut-Koenigsbourg. Com frio. Muito frio. Subimos uma estrada serpeante, no meio da neblina e depois da cidade na base da montanha, Dominique se perdeu e tivemos de confiar nas placas, old-fashioned way. Chegamos em cima com temperatura de -1º. O castelo é muito interessante, uma impressionante construção bem conservada do século XIII, com belas vistas para a região (no nosso caso, uma bela vista de neblina, tipo Brumas de Avalon).

            Descemos já era quase uma da tarde e lembramos-nos de um restaurante na Alemanha, especializado em carne de caça, que nos haviam recomendado. Com nossa Dominique de volta, chegamos a tal cidade, a dois quilômetros da fronteira com a França. Apesar da proximidade, ninguém fala nada que não seja alemão, aquela língua bárbara. E o restaurante estava fechado. Ou eu acho que estava fechado, já que eu não entendi nada do que a mulher me disse. Carol que sabe algumas palavras naquela língua esquisita comprou um biscoito muuuuuuito gostoso. Arrependi-me profundamente de não ter comprado uma tortinha de chocolate maravilhosa. Mas como eu não sabia a palavra de 89 letras que significa "embrulha para levar" naquela língua gutural, achei melhor deixar para lá. Voltamos para almoçar em Colmar, onde as pessoas falam línguas menos bizarras.

            Mais tarde teremos ceia de natal em um restaurante. Para quem está lendo isso hoje, Feliz Natal!

 
 

Passeio pela Idade Média

 

            O dia de hoje foi dedicado às cidades medievais. Há muitos vinhedos bons nessa região hoje em dia, especialmente brancos. Andamos por vários antigos burgos que já foram independentes, alemães, franceses, alemães de novo, franceses de novo. Mas o fato é que todas elas mantêm a identidade do momento de seu ápice. E todas parecem cidades de cenário.

            Primeiro estivemos em Eguisheim. A última coisa de alguma relevância para o mundo que aconteceu por lá foi o nascimento do futuro Papa Leão IX, que nasceu por ali no século XI. A primeira e a menor das três, mas fácil de andar e, como todas, uma viagem no tempo. Não fossem os turistas, claro.

            Depois fomos para a maior e mais conhecida de todas, Riquewihr. Dizem que é a quinta cidade mais visitada da França, e realmente parece. Tamanha cabeçada pela rua principal que quase tira o gostinho. Quase. Foi legal ver a muralha, as ruazinhas pequenas e o altar da liberdade de 1790. Almoçamos comida alemã ou alsaciana (mesma coisa) em um restaurante cheio de bichos empalhados, alces, javalis e outros bichos da floresta. E Dominique, nossa fiel amiga GPS, quase me faz entrar com o carro na cidade velha, de onde eu provavelmente teria problemas para sair, ou mesmo acabar preso por ameaçar lugares históricos.

            Para fechar o dia, fomos a Kaysersberg, a melhor de todas. Pena que o crepúsculo às 17:30 dessa época nos privou de uma boa visão da cidade. Mas muitas praças com casas que parecem feitas de gengibre, mercadinhos e músicas de natal. Very Christimasy. Também subimos no antigo castelo, uma torre do século XIII de onde se pode ver toda a cidade.

            Andamos muito, para chuchu à beça. Estamos mortos, desabamos no hotel depois de jantar para sair só amanhã.

 
 

Chegando a Colmar

             Chegamos em Colmar, 560 km de viagem depois. Apesar de eu não gostar de dirigir, pista dupla 99% do tempo e Dominique, nossa amiga GPS, tornaram tudo muito mais fácil. Teve muita neblina, o que prolongou o tempo de viagem. E atrasamos quase três horas da nossa previsão de partida. Mas deu tudo bem, com exceção de eu ter arrancado o espelho lateral de um carro na frente do hotel. Mas não vamos permitir que isso estrague as férias.

            Mesmo de noite, Colmar é muito bonita, cidadezinha medieval com charme e comida alemã. Demos uma volta depois da chegada, apesar do frio e da fome e é realmente bem legal. Na véspera de natal, deveremos fazer um tour comme il faut.

           

 

 

 

 

 

 

I Will keep you all posted. Enquanto o wi-fi do hotel permitir, claro.

 
 

Versalhes

Já que estamos falando de viagens. É tão batido (e nada demais) que eu tinha até esquecido. Mas o frio de zero graus me fez lembrar do outono e de que eu coloquei fotinhas da viagem a Versalhes no Picasa. Gostei dos jardins e só.

 

Natal com cara de natal

Pois é, amiguinhos, confirmei nosso natal na Alsácia. Ficaremos em Colmar, com frio, neve com sorte, mercadinhos típicos, cidade medieval. Natal de filme.

Estou com um certo receio dos 500 e algo quilômetros de estrada, mas para alguma coisa Deus inventou o GPS.

Brasileiros

      Vocês sabem que eu gosto do meu país, apesar de tudo. Mas cheguei à conclusão que encontrar brasileiro no exterior é como ver a família fora de casa: aquelas coisas que você releva ou não parecem tão desagradáveis no recôndito do lar, se tornam vergonhosas entre outras pessoas.

      Eu me pergunto qual a razão dos brasileiros se comportarem da pior forma possível no exterior? Por que falam berrando, não fazem o menor esforço para falar espanhol, atrasam os grupos, e se tornam o objeto de incômodo para os demais? Não são todos, por certo, mas brasileiro em geral parecem crer que é proibido levar bons modos e polidez para o exterior. Devem achar que serão barrados na Alfândega e terão que pagar multa.

      Minha nova proposta de Governo inclui exigir teste de boas maneiras para emissão de passaporte. É uma questão de imagem do país.

San Pedro de Atacama

Como vocês podem ver nas fotos, Atacama é uma região diferente do mundo. Seco, com paisagens extraterrestres. Trata-se de um turismo ainda precário: San Pedro de Atacama sofre com faltas de luz (chegamos na cidade no escuro), água e outras necessidades básicas. Só há dois caixas eletrônicos na cidade que estão constantemente sem dinheiro. As ruas não são asfaltadas e as casas parecem que podem derreter caso haja uma chuva de verdade.

Fizemos um turismo mais tradicional. Carol andou bravamente sem muletas, mas optamos por evitar maiores aventuras. Nada de viajeiros, bem-vindos ao ônibus. Ficamos um pouco decepcionados com o Vale da Lua, mas o Salar de Atacama, as Lagunas Altiplânicas e os Gêiseres do Tatio valem o esforço do deslocamento, pela beleza dos lugares. No caso dos Gêiseres há que acordar antes das quatro da madrugada para chegar antes do momento de maior atividade, mas a paisagem é de tirar o fôlego (o fato de estarmos acima de 4 mil metros de altura ajuda também). Menção especial à Laguna Cejas (também conhecida como Cejar). Uma lagoa de altíssima salinidade onde não é possível afundar. Uma sensação de gravidade zero: os pés balançando no meio da água, sem tocar o fundo, e a gente boiando. Muito legal.

Comemos em bons restaurantes (com exceção da Crepérie, o serviço mais lento e complicado da cidade e comida mais ou menos). As pessoas são atenciosas e tudo funcionou muito bem. A única falha foi o do hotel. Optamos por ficar em um hotel (Hotel Geisers del Tatio), pagando o dobro de um hostal que havíamos reservado antes da fratura. No final, o único que diferenciava o hotel do hostal era uma piscina minúscula e tv a cabo nos quartos. Mas, apesar desses pequenos problemas (e do calor e da impressionante quantidade de brasileiros), a viagem foi ótima.

O Último Post de 2007

Bollocks to this. I’m off to San Pedro de Atacama.

Volto aqui depois do Dia de Reis. Ou algo assim.

Confesso que vivi (no Chile)

Introdução

     Finalmente, providenciei um título para as minhas considerações pseudo-antropológicas sobre o Chile e os chilenos. Para vocês verem como anda a minha falta de imaginação, levei semanas para inventar esse plágio nerudiano de má qualidade. Enfim. Mas há que fazer balanços e emitir julgamentos apressados e injustos, pois não apenas é fim de ano, mas é o nosso último fim de ano em Santiago.

Minhas Férias em Termas de Chillán e Valle Las Trancas

            Apenas na véspera, decidimos que iríamos esquiar em Termas de Chillán. Como a hospedagem nas Termas era cara, eles não aceitavam cachorros e não tínhamos mais tempo para encontrar alguém para ficar com a Frida, optamos por uma cabana no Valle Las Trancas. Tive a minha primeira experiência em dirigir com correntes nos pneus do carro (chatinho de colocar, pior de tirar e o povo da estrada que eu paguei para não ter que fazer tudo isso ainda destruiu meus extensores novinhos). Mas, apesar de ter atolado no caminho das cabanas, o tempo bom me ajudou no resto do tempo.

            Ficamos em um conjunto de cabanas chamado Rukapukem. Coisa simples, com algumas comodidades tipo Directv (que não funcionava direito). A cabana era bem pequena, com um chuveiro que sofria de transtorno bipolar: ou ficava quente de queimar a pele ou frio de quebrar os ossos. Mas conseguimos um preço ótimo, ficava perto da estação de esqui, então nem reclamo. De resto, a Frida estava se achando um husky siberiano correndo pela neve com o cachorrinho que vive lá.

            Depois foram cinco dias de esquiar todo dia, o dia todo. Pois finalmente, graças a um professor decente, aprendi a esquiar! E as Termas de Chillán são preciosas. Bonitas, organizadas, com muitas pistas diferentes. Dá de mil a zero nas estações perto de Santiago: pena que fica tão longe. Eles só mandam mal na classificação das pistas. Normalmente as pistas são classificadas por cores: verde, azul, vermelho e preto, correspondendo à pistas para esquiadores iniciantes, de nível intermediário, avançado e experts. Em Chillán, eles usam as mesmas cores, mas chamam de, respectivamente, muito fácil, fácil, intermediário e difícil. O problema é que você começa a fazer as pistas muito fáceis e, instigado pela mulher entusiasmada, acha que encara uma pista fácil. Ora bolas, é fácil ou não é? E aí, você chega lá em cima e descobre que ainda não tem cacife para encarar a quebrada. Que é inclinadíssima, com partes que você não vê para onde está indo. E o resultado é que você tem que pagar mico descendo de caminha como se tivesse quebrado um braço ou coisa assim. Vergonha. Mas dois dias depois demos o troco e, mais experimentados, conseguimos descer com poucas quedas e quase total controle dos esquis.

Outro inconveniente das Termas de Chillán é a quantidade absurda de brasileiros. Conterrâneos no exterior parecem fazer um esforço extra para te fazer sentir vergonha do seu país: mal-educados, ruidosos e muitos não fazem um esforço mínimo de falar a língua. Comportam-se como norte-americanos, o povo que se vire em entender: vi um cara pedir “dois copinhos” num bar. Nadie lo merece.

            Mas as férias foram ótimas, o tempo esteve perfeito e deu tudo certo. Certamente para compensar todos os problemas e cancelamentos que quase nos fizeram ficar em casa. Ah, coloquei fotos no Flickr para vocês se divertirem. Terça eu volto ao trabalho.

Termas de Chillán e Valle Las Trancas

Foi para onde eu fui. Já voltei. Seis dias sem internet e cinco dias esquiando. Depois eu conto tudo.

Home Again

Voltei. Noventa minutos de vôo e você chega em outro mundo. Eu queria fazer um post reflexivo sobre diferenças aqui, mas o vôo atrasou quase quatro horas ontem, eu só consegui chegar em casa depois das três e meia da madrugada e vim trabalhar hoje de manhã como se sono não fosse uma necessidade vital. Monday Mood Syndrome no máximo. Mais tarde eu escrevo algo que preste.

Peripécias aeronáuticas

Divagações aeronáuticas semi-marxistas: no Brasil, pagamos preço de magnata para sermos tratados como indigentes. O pior é que com SÓ (???) duas horas de atraso no meu vôo, eu nem devia estar reclamando.

Férias

People, estou tirando parte das minhas férias de 2005 neste fim de ano. O barraco pode ficar um pouco esquecido ou constantamente atualizado, dependendo se na mala caberá ou não o notebook.

A gente se vê (ou não).

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
Evil, but in a nice way.

My Personal Evil Priest responderá suas angústias e dúvidas nesse endereço: iamevil.blog, que fica lá no gmail. Don't be evil? Ha!

Em Paris:
   My Amazon.com Wish List