A Pedidos
Aqui os amigos mandam. Infelizmente somente um vídeo poderia capturar o momento de eletricidade deslocada da Frida na neve. Mas aqui vai a única foto que eu tirei que não ficou (muito) borrada.
| Lendo: | Three Soldiers, de John dos Passos |
| Acabei: | Collapse, de Jared Diamond |
A Pedidos
Aqui os amigos mandam. Infelizmente somente um vídeo poderia capturar o momento de eletricidade deslocada da Frida na neve. Mas aqui vai a única foto que eu tirei que não ficou (muito) borrada.
Da Série: Carmen SanDiego
Where on earth is Joss Stone?
Desenvolvi todo um novo respeito pelos antepassados dos europeus ao sair de casa para trabalhar hoje com dez graus negativos. A neve continua sem derreter pelos jardins e há mais sal nas ruas que no Mar Morto.
Toda a família anda morrendo de frio, menos a Frida. Apesar de candanga, a maluca não pode ver neve que fica correndo e pulando até ficar cheia de estalagmites estalactites pela barba.
Chegamos aqui em Paris no verão. Alguém nos contou, na época, que o inverno em Paris não era lá muito frio, a temperatura costumava ficar acima de zero grau e que o único problema era que esse frio durava muito tempo.
Pois bem, já nevou aqui umas cinco vezes, a temperatura anda constantemente abaixo de zero. Espero que pelo menos dure pouco também.
Aliás, falando em neve, está nevando aqui o dia inteiro sem parar. E vocês sabem que neve só é bonita o tempo todo em estação de esqui. Em cidade a beleza dura pouco e é rapidamente substituída pelos hematomas do escorregão na rua e a lama no chão. Se bem que, em casa, está tudo muito bonito e branquinho. Tirei uma foto, com a Frida inclusive de roupa e floquinhos brancos na cara cheirando o jardim branco. Depois eu posto por aqui.
Quando você vive em uma cidade como Paris, turistas podem ser extremamente irritantes. Fizemos uma caminhada hoje e cometemos o erro de passar por baixo da Torre Eiffel. Temperaturas abaixo de zero, janeiro, e ainda assim as filas para subir a Torre eram enormes. Foi uma prova de que Paris é, realmente, a cidade mais visitada do mundo.
Mas a verdade é que, no fundo, eu gosto de ver turistas. Não é apenas por saber que a crise não afetou todo mundo. Mas é que turista é um animal feliz. Mesmo quando tudo dá errado, está chovendo, brigou com os companheiros de viagem, acabou o dinheiro, turista está sempre tentando aproveitar a vida ao máximo. E está quase sempre sorrindo, nem que seja para as setecentas e vinte e nove fotos que ele vai tirar em cinco dias de viagem.
Embora eu deva confessar que comecei a falar com a Carol no meu francês capenga, para evitar ser confundido com as hordas (além, é claro, de contar com os elementos distintivos tipicamente franceses que carregávamos com a gente: a cachorra e a baguete).
Evil, but in a nice way.
My Personal Evil Priest responderá suas angústias e dúvidas nesse endereço: iamevil.blog, que fica lá no gmail. Don't be evil? Ha!
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