Novembro não chegou, mas o frio já. Sobretudos e cachecóis já foram tirados do armário, pois o termômetro já está batendo em zero. Não que isso signifique alguma coisa para a mulher que eu vi de mini-saia no metrô esta semana, sem meia-calça (a menos que fosse alguma tecnologia espacial de fios invisivelmente finos). Ou era russa, ou era louca.
Não tecerei comentários sobre a qualidade das pernas em questão, para não causar pobrema lá em casa. Trata-se, de qualquer modo, de questão de pouca relevância, já que, a continuar a exibição das pernas à inclemência dos tempos, logo, logo vão ficar smurfmente azuis e pouco atraentes.
Ah, e o cara que inventou a calefação merece ser canonizado, ganhar o Prêmio Nobel e ter muitas estátuas em praça pública.
Eu juro que fico querendo escrever por aqui, mas acaba sempre faltando disposição. Assunto até tem, mas falta inspiração para tornar tudo engraçadinho... E se não for engraçadinho, what’s the point?
Aparentemente, vamos mesmo mudar. Só não sabemos para onde ainda :) Vai ser realmente difícil coordenar a saída daqui e achar uma casa nova, mas daremos um jeito. Há que ver os custos, especialmente em meio a crises econômicas.
Falando em pessoas que não entendiam o conceito de custos, fomos a Versailles no sábado. Não achei muita graça, mas pode ser o meu jacobinismo falando. O melhor, disparado, são os jardins e as fontes. De fato, toda a área externa. A parte de dentro, além de ser uma reconstituição meio fake, é cheia demais.
Algumas dicas para os viajantes desprevenidos. Comprem o ticket com antecedência nas estações grandes de metrô. Importante para caramba, para evitar as filas quilométricas na entrada. Que são grandes mesmo. E como o trem é inevitável, compre o ticket que já inclui passagem e entrada. A viagem de trem é rápida e sem paisagens, passando por área basicamente urbana da “Grande Paris”. Só tome cuidado para não pegar o trem errado, nem todos vão para Versailles.
Também evite (e essa é uma dica para quase todos os lugares) comer na área do castelo. Você pode entrar e sair com o ingresso, então saia e vá para a cidade comer. Há toda uma cidade razoavelmente interessante do lado de fora do castelo. É sempre um programa ver o mundo real como turista. E cidades pequenas francesas são muito diferentes de Paris.
Eu continuo fã dos jacobinos. Mas os jardins são bem legais mesmo.