I AM EVIL - UOL Blog
Lendo: Collapse, de Jared Diamond
Acabei: Bloodsucking fiends, de Christopher Moore
Beat It - Michael Jackson

         Os deuses sabem que eu evito falar de política por aqui. Aparentemente, essa é também a política da CNN e da BBC, que ficaram horas mostrando a mesma imagem aérea de um hospital discutindo sem parar a não-notícia da morte do MJ (enquanto isso, a Al Jazeera transmitia um debate sobre a proposta de proibição da burqqa na França. E as pessoas ainda se perguntam sobre minha escolha de assinaturas).

         Eu gosto de algumas coisas do cara, mas o exagero dessas horas sempre me irrita.

         De qualquer forma, tudo isso é só para reproduzir um comentário que eu li no sempre excelente Scaryduck. “Dead child molester trumps dead freedom protesters”

         Eu sei que é uma generalização reducionista e injusta dos dois lados, mas já deu, né? Dá para não tocar mais Thriller?

 
 

Boletim Médico da Frida

         Frida operou hoje das pedras na bexiga. Tiraram cinco pequenos pedregulhos cheios de pontinhas. Vão analisar as pedras para saber o que causou o problema.

         Por enquanto, ela está por aqui, com os curativos. Mesmo se recuperando, ainda agitada e querendo seguir a gente. Os franceses, que só são solidários no cachorro, desejam boa convalescença em todo lugar.

         Mas parece que tudo está bem e é só esperar para tirar os pontos.

 
 

Da Série: Se eu Fosse Ditador do Mundo

            Deveria ser proibido que uma conferência longa, demandante, dolorosamente cansativa terminasse em uma quinta-feira. É impossível trabalhar em qualquer relatório no dia seguinte, mas você tem que trabalhar e pelo menos montar alguma coisa. Mesmo que a única coisa que você gostaria de estar realmente fazendo envolve lençóis e travesseiros.

 
 

Really not dying

O barraco está abandonado, eu sei. Mas o mês foi tumultuado e promete continuar. A partir da segunda semana de julho deveremos retomar à programação normal. Eu prometo que a eutanásia não está sendo considerada.

 
 

Relatório de Viagem

         Tanta coisa para escrever sobre a viagem! Mais não farei um post interminável. Foi muito bom passear por Loire e Champagne.

         Alugamos um carro e com um casal de amigos passamos por Chartres e depois pousamos em Angers. Daí passamos as noites em Chinon, Langeais, Blois e Reims. Vimos muitos castelos e bebemos muito champagne e comemos bem.

         Pontos a destacar? Os jardins do Castelo de Vilandry são lindos, come-se bem e bebe-se melhor.

         Frida entrou em um castelo e em uma cave de champagne. Aliás, o melhor programa foi esquecer as grandes casas e visitar as pequenas independentes. Compramos champagne maravilhoso por preço bem baixo. Recomendo.

         De resto, eu sei que a Mariana vai escrever melhor do que eu sobre a viagem.

 
 

Voltei

         Tenho que escrever algo sobre a viagem, não é mesmo? Mas voltei direto para uma pilha hiperdimensional de trabalho acumulado e reuniões intermináveis. E agora, estou sem saco. Não vai rolar. Voltem amanhã, que hoje tem, mas acabou.

         Mas botei umas fotinhas no Picasa, tem até legendinha.

 
 

Partindo

Segunda-feira, partimos para uma viagem pelo interior da França. Vai ser difícil blogar, com a ressaca do vinho e tal. Estarei twittando na medida do possível.

Para que vocês não se sintam muito abandonados, fotinha fofa da Frida, para o povo fazer “aaaaaaahhhhh”.

Como é Grande e Bonita a Natureza - Clara Nunes

         Esqueci de contar a cena de violência, sangue e assassinato a sangue-frio que testemunhamos em Amsterdã.

         Tudo começou em um dia calmo, como sempre ocorre nesses crimes hediondos, enquanto passeávamos pelos canais.

         Carolina olhava os patos no canal. Avistou uma pata com dois pequenos patinhos e nos chamou a atenção. Queria tirar uma foto do momento bucólico.

         Então surgiu dos céus a assassina. A gaivota. Certeira, arrancou um dos patinhos da mãe, e indiferente aos gritos desesperados da mãe, levou-o para o teto de um barco, matou-o com crueldade e começou a comê-lo, indiferente aos olhares de todos.

         Pure evil.

         Tive que defendê-la da Carolina que queria jogar uma pedra na pobre. Não apenas por conhecer a falta de pontaria que nos iria custar uma janela de barco em euros. Nem mesmo por solidariedade com a evil seagull. Mas na verdade porque todo mundo fica querendo sempre voltar para a natureza, achando que tudo que é natural é bom, etc. Pois bem, meus filhos, natureza é isso aí: gaivota faminta comendo o patinho bonitinho. Conte-me fora dessa.

 
 

Marissa Nadler

            Marissa Nadler é uma das minhas artistas prediletas em atividade hoje. Apesar do cansaço da viagem e de ser segunda-feira de trabalho, me despenquei pro outro lado de Paris ontem à noite para ver o show.

            Fiquei feliz em ver que a menina canta e toca bem (hoje em dia, com os truques de estúdio só ao vivo para ter certeza). No palco, toda de branco, com os cabelos negros como a asa da graúna, ela parecia um fantasma de romance vitoriano. Quem me conhece sabe que a descrição equivale a elogio estético no mais alto grau e ênfase.

            Infelizmente, muitos problemas técnicos no meio do show impediram a noite de ser perfeita. Deu vontade de dar porrada no técnico de som. Mas, como disse a própria cantora, “you Just have to keep playing”. Muito profissional e simpática, sem frescuras. Adorei.

            Recomendo efusivamente para todos e coloco para um momento etéreo nesta terça-feira a música que abriu o show ontem – antes do som começar a dar problema.

 

 
 

Holanda

            Feriado na sexta e fizemos uma viagem rápida de fim de semana longo. Não deu para planejar com antecedência (era para estarmos no México, lembram?), mas acabou sendo muito legal visitarmos um grande amigo que mora em Haia.

            O país todo é muito agradável. Ficamos em Haia e visitamos Amsterdã e Utrecht. Saímos com excelente impressão dos holandeses, fascinados com a beleza das paisagens e intimidados com a altura dos locais. Rápido, não deu para fazer tudo que gostaríamos, mas foi bom. Ah, e não fomos a nenhum coffeeshop que eu já saí da faculdade faz tempo.

            Fotinhas selecionadas aqui.

 
 

Back

Tweets are back. A nova interface é meio feia, mas foi a única que eu descobri que elimina os replies. Aceito sugestões.

Chicks On Speed - Fashion Rules

            Domingão de feriado, fomos ver Coco Avant Chanel no cinema. Para ver se o francês dá conta de acompanhar um filme inteiro. Perdi uma coisa ou outra, mas deu para ver que o filme é chato. Mostly harmless.

            Fiquei pensando nas diferentes categorias de filmes ruins da vida, porém. Filmes como esse da Chanel que são chatinhos, mas você esquece logo que sai do cinema. Há outros, mas eu esqueci. Há filmes que são tão ruins que são engraçados, como o clássico “Killer Clowns From Outer Space”, que eu vi outro dia na TV daqui. E aqueles filmes que, por algum motivo, dão raiva, vontade de dar porrada em todos os envolvidos na construção da monstruosidade, começando pelo diretor e produtor e terminando no cara que trazia o cafezinho. Exemplos recentes são “Maria Antonieta”, daquela super-valorizada da filha do Coppola (que só fez um filme bom e depois destruiu a estória do “The Virgin Suicides”) e o “Knocked Up”, que eu tive a desventura de ver um dia que eu estava precisando de algo leve e divertido para espairecer.

            Agora, pensem em outros exemplos ou categorias. And discuss.

 
 

Surpresas

         O mais curioso das minhas incursões musicais aqui é o inesperado gosto por rap francês. Eu que nunca liguei para a versão original. Não que eu entenda o que eles falam. Nos dois casos J.

 

We Work The Black Seam - Sting

         1º de maio. Hoje é dia de dar lírios do vale como amuleto de boa sorte. Aparentemente, trata-se uma tradição da época dos celtas. Qualquer pessoa pode vender na rua essas flores, sem licença: vários adolescentes montam banquinhas para ganhar uma graninha. Comprei da Cruz Vermelha, que adolescente com dinheiro pode sair para a rua e adolescente bom é adolescente longe.

Também fomos dar uma volta no 5ème, experimentar um restaurante indicado por pessoas locais (Chez Lena et Mimile, na rua de Tournefort).       Altamente recomendável. E estivemos juntos com os trabalhadores na marcha do Dia do Trabalhador, pessoas comprometidas com o povo que somos.

Mas aí começou a perigar chover e resolvemos voltar para a casa, que compromisso com o povo é uma coisa, mas chegar em casa molhado por conta disso já é demais.

Small Ambulance - Mew

         Depois que cancelaram minha viagem ao México, diminuiu consideravelmente minha preocupação imediata com a tal gripe H1N1 (nome horroroso, vamos começar a chamar de Babe’s Disease?).

         Mas a reação das pessoas é algo a comentar. Ou lamentar, dependendo do seu humor.

         Há aquelas pessoas prontas a tirar todas as roupas, pintar o corpo de azul e começar a gritar “O fim do mundo está próximo!” pelas ruas. Como o corpo pintado de azul nunca é o da Rebeca Romijn no X-Men, a gripe parece o menor dos males.

         E sempre aparecem os paranóicos com teorias da conspiração. Provavelmente uma das formas mais amébicas de inteligência conhecida pelo homem são essas pessoas que buscam conspirações em tudo. Já encontrei três teorias pelas internets da vida: a) uma aliança entre a OMS e as companhias farmacêuticas para ganhar rios de dinheiro; b) um plano do Governo do México para desviar a atenção dos problemas com os traficantes de drogas ou c) uma conspiração dos governos para que as pessoas esqueçam a crise econômica. Abstenho-me de comentar sobre grau tão profundo de estupidez.

         Meu lado mórbido, recentemente comentado por aqui, sempre me faz ler muito sobre epidemias globais. Pandemia para (não tem mais acento agora, não é?) no início. E mesmo que esse vírus seja fácil de conter e evitar mortalidade, meus filhos, vírus mutam. E quem conhece como (não) funcionam os Governos, sabe bem que a possibilidade de alguém conseguir botar em prática uma vasta conspiração no serviço público é quase zero. A menos que seja para enforcar um feriado.

         De qualquer forma, espero que esse negócio  de gripe termine logo para que eu possa ir para minha conferência. Parece que vão mudar de lugar. Estou torcendo pelas Bahamas.

Death By Chocolate - Sia

            Soube aqui do site Dead at your Age, que mostra uma pessoa famosa que não chegou a idade do internauta. Very, very, very depressing. Não pelo assunto morte – afinal todos conhecem meu lado mórbido – mas por ver tanta gente que morreu antes de mim e fez muito mais do que eu provavelmente farei. 

            Não vou colocar meu exemplo aqui, que ninguém precisa ficar sabendo da minha idade avançada e semi-decrépita.        

Interludio - Aterciopelados

            Aproveito o breve interlúdio para avisar que minha viagem ao México foi definitivamente suspensa. Aliviado, mas meio injuriado com o timing do universo. Mas tendo em vista a pedreira que está sendo esta semana, nem sei se eu teria condições físicas de assistir a conferência e também aproveitar qualquer coisa da cidade. Ainda mais com sete horas de fuso, altitude e poluição.

            Enfim, mais três dias de loucura, de chegar às oito da manhã e sair às onze da noite. Depois feriado de 1º de maio. Pretendo dormir o dia inteiro. In the meantime, only on twitter.

Roller Coaster - Everything But The Girl

         Domingo em Paris. Friozinho, nublado. Certa paz melancólica no ar. O silêncio quebrado apenas pelo ronronar da cachorrinha e pela antiga canção de Everything But The Girl, trazendo lembranças de tempos mais complicados e menos uniformes.

         Há algo na melancolia que sempre me faz escrever a mesma estória com palavras pouco distintas.

Harder, Better, Faster, Stronger - Daft Punk

         Para quem andou acompanhando os últimos posts, as coisas melhoram paulatinamente por aqui. Como sempre, a melhor política é respirar fundo e andar para frente.

Shake The Disease - Depeche Mode

Meu ídolo Agente Smith já dizia que gente é vírus. Dos assassinos.

Mas gente é muito pior. Gente é uma daquelas carninhas que ficam entre os dentes quando você não tem nenhum fio dental por perto.

Vampire Punk Rockers From Hell - Inkubus Sukkubus

Vocês já tiveram um desses dias quando, ao acordar, tudo está exatamente igual, mas em que você está, na verdade, no inferno?

 
 

I Am Evil

            Fico decepcionado com a falta de humor do mundo quando vejo que a European Dyslexic Association não tem como sigla EAD.

 
 

Otimismos Descabidos

Adoro a mensagem do UOL no link para responder aos comentários. "Deixe as outras pessoas opinarem sobre suas idéias". Que idéias, cara pálida? A última idéia que passou por aqui se matou de solidão.

Una Bomba - Andrés Calamaro

         Noite de fim de feriado. Trabalho amanhã. Descobri que haverá show de Marissa Nadler aqui em maio (corre para comprar os ingressos antes que acabe) e do Leonard Cohen em julho. Este, por oitenta euros per capita. 160 euros só para entrar. Fortemente balançado, apesar dos buracos orçamentários pós-mudança.

         De resto, estou andando pela minha rua quando um camburão à francesa me vem a toda, descem quatro policiais e rodeiam uma mala abandonado perto de uma árvore. Atentado terrorista em ação contra uma árvore. Ataque contra a primavera e o modo de vida da civilização ocidental. Saí de perto rapidinho, mas deu para ver a polícia abrindo e descobrindo que era só uma mala velha para o lixeiro recolher. Pelo menos eu sei que a polícia está atenta e que meus vizinhos são paranóicos.

         De resto, nas próximas duas semanas estarei em reuniões intermináveis. Twittando sempre que possível, mas blogar só bem de vez em quando. Mas eu tento.

Hands Clean - Alanis Morissette

            Estou aqui trabalhando numa sexta-feira santa. O feriado aqui é na segunda. Não sei a razão e eu não fiz primeira comunhão então não me perguntem. Ainda assim, a cidade está meio vazia e muita gente deu uma enforcada básica.  O lado bom é que meu feriado ainda está chegando e o de vocês aí no Brasil acabando. Pensarei em vocês na segunda.

            Dou uma olhada nas notícias e fico mais uma vez com a sensação que estamos voltando para o século XIX. Agora são piratas. Eu culpo Hollywood por tornar popular um grupo de criminosos fedidos. Criminoso tudo bem, mas tem que ser limpinho.

            Enfim, semana que vem estarei bem mais no Twitter que por aqui, por motivos de labuta.  Por favor, não coloquem os pés na mesa, nem pichem as paredes do barraco, que ele é pobre, mas é limpinho.

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Evil, but in a nice way.

My Personal Evil Priest responderá suas angústias e dúvidas nesse endereço: iamevil.blog, que fica lá no gmail. Don't be evil? Ha!

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